Estou a semanas enrolando pra escrever este post... Já arquitetei até a maneira que ele será feito, em três partes, para promover uma certa tensão na história... E no meio disso, vou entrar com dados e percepções de três restaurantes que já fui e um deles é hoje o meu predileto (opinião pessoal, mas vá lá e experimente)!
Vou me esforçar ao máximo para escrever os três posts em três dias, porque se eu deixar mais um dia pra trás, vou deixar este blog abandonado e não é essa a intenção!
Bom, acho que todos nós viciados em comida japonesa estamos sempre em busca do "japa perfeito", gíria utilizada para designar o restaurante japonês com a melhor qualidade e variedade e quantidade possível... Isso é uma árdua tarefa, visto a quantidade de restaurantes que achamos espalhados pelas cidades que moramos e visitamos. Aliás, sou da opinião que o melhor às vezes nem tem o melhor ambiente, a melhor localização ou o maior preço. E também que o melhor para um pode não ser o melhor para outro, ainda bem que existem opiniões diferentes!
Mas o restaurante que considerei por muito tempo o melhor apareceu por acaso, enquanto eu trabalhava em uma empresa que me fazia ir quase que todas as semanas a São Paulo, tarefa que eu não era muito fã no início, mas depois que descobri o Mori (Rua Melo Palheta, 284 - Perdizes - São Paulo - http://www.morisushi1.com.br/) mudei de idéia bem rápido! (Sei que este blog é de restaurantes em Campinas, mas eu preciso passar pelo Mori para contar essa história)!
Obs: Cuidado para não se confundir, há dois Mori's em São Paulo, este da Melo Palheta e outro em Moema (não conheço, mas já ouvi falar muito bem), mas os dois são bem diferentes!
O Mori é um daqueles pequenos restaurantes que você nem percebe que existe quando passa na frente (se passar, porque a rua onde ele fica é residencial, ou seja, escondido mesmo). Fica em uma casinha dessas com vários níveis, arquitetura muito comum em bairros como a Vila Madalena em SP e hoje geralmente são usadas com fins comerciais (lojinhas, escritórios). Então, não dá pra acreditar que tenha um japa lá dentro!
Dica 1: ao chegar, dirija-se diretamente ao andar inferior, é lá que fica o balcão, onde é servido um dos melhores rodízios da cidade de SP!
Dica 2: se for no almoço, chegue cedo. Quando digo cedo, é cedo mesmo, porque se você chegar 11:45h já vai ficar na fila de espera (que é longaaaaa). Se já estiver lá e não tiver paciência, peça uma mesa no andar superior (não é a mesma coisa que o balcão, mas estará valendo), mas já se programe para uma volta ao balcão!
Dica 3: é mais fácil ainda arrumar lugar se você estiver sozinho ou acompanhado de só mais uma pessoa, grupos grandes, além de ficar difícil manter uma conversa com todos em fila no balcão, costumam demorar muito mais.
Mas, por que no balcão? Geralmente não é o local do restaurante que eu costumo escolher, até porque acho meio desconfortável e não tão agradável quando se está em uma turma de mais de 3 pessoas... Mas, o pessoal que já conhecia insistiu que tinha que ser ali! Ok, vamos confiar em quem já conhece!
O balcão, que fica na parte mais baixa da casa, em uma espécie porão (mas calma, é tudo aberto e muito arejado!), tem formato "U", os sushimans ficam do lado de dentro e vão servindo os freqüentadores que se sentam em volta em bancos altos de madeira. Ou seja, você tem visão privilegiada do trabalho dos artistas do Mori, buscando os peixes frescos inteiros e fazendo verdadeiras obras de arte com os ingredientes tradicionais e também alguns inusitados. Tê-los ali na sua frente também facilita regular o tamanho das porções, pedir combinações e, claro, as repetições! Todos são sempre muito atenciosos e simpáticos, além de super criativos! Estejam preparados para ver (e provar!) sushis com molho de maracujá e laranja, frutas da época misturadas com salmão triturado e temakis sem arroz (é só pedir!), além de performances com maçaricos (só uma tostadinha no niguiri e você vai entender!). A palavra no Mori é a irreverência, combinações inusitadas e muito sabor! Além de ser TUDO a vontade, o que significa que você vai sair do Mori "sem conseguir dobrar".
O Mori era meu restaurante preferido nessa época de viagens constantes a São Paulo, porém, um dia eu resolvi mudar de emprego... O que, inevitavelmente, tornaria minhas idas ao Mori muito raras... Que tristeza! Massss, eu não esperava que... (continua no próximo post - parte 02)
Nenhum comentário:
Postar um comentário